Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

VIVER O AMOR

1 Jan 2017

 

Quantas pessoas fogem de sentimentos como este... Quantas pessoas nunca viveram o dito AMOR VERDADEIRO... Deixo claro que não me refiro somente ao amor romântico, aquele que sofre tanto preconceito, críticas e causa tantos desconcertos. Aquele que rotula pessoas como “melosas”, “grudentas”, “babonas”, “apegadas”, “alienadas”. Pois esse amor (para muitos) não existe mais. Embora eu acredite que os mesmos que rotulam e criticam e apontam, ficariam muito felizes em viver um amor como este.

No entanto, falo de todos os amores, pois tenho visto contos de fadas mudarem o conceito de amor verdadeiro, trazendo à luz um fato muito interessante: Amor é amor. Seja de onde ele venha ou de quem ele venha. Cito alguns como: Em Frozen – Amor de irmã; em Shrek – Amor de ogro; em Malévola – Amor de vilã. O simples fato de considerar alguém mais do que às outras pessoas, de se identificar – ainda que a pessoa seja brutalmente diferente de nós – de se importar, mesmo que a pessoa não se importe conosco. Isso já caracteriza AMAR.

Um amigo, um irmão, um parente, ou alguém com quem nos encontramos por acaso – embora para mim o acaso não exista. Pessoas que passam pela nossa vida e nos influenciam, mudam nossos pensamentos, nossas atitudes, até nossos gostos. E por que permitimos que o façam? Porque nos permitimos amar e sermos amados. 

 

Penso que uma pessoa sem amor é vazia, oca, sem perspectiva. Um dia li uma frase que dizia: “Uma pessoa sem amor e sem sonhos vive com as cortinas do espetáculo da vida sempre fechadas.”

Amar não é dizer Eu te amo. É muito mais que isso. É demonstrar, é fazer o outro se sentir amado. É prestar atenção aos detalhes. É não desistir.

Mas porque tantas pessoas não conseguem demonstrar amor? Por que é tão difícil para alguns ao menos admitirem que amam? Por que é tão complicado se permitir ser amado?

Uns irão dizer que têm medo de se decepcionarem, outros dirão medo de se entregarem e serem rejeitados, outros que simplesmente não sabem como fazer isso. Tantas justificativas damos para nós mesmos. Por que não viver um amor? Por que não amar? Um amor romântico, um amor em família, um amor de amigo, um amor de “ogro” ou de irmão. São tantas as possibilidades de amar... Amar é deveras desconfortável. Uma entrega que nem todos estão preparados para viver. É algo que muda nossas prioridades, torna-nos frágeis e ao mesmo tempo muito mais fortes que pensávamos. Às vezes pode machucar, pode doer de uma forma esmagadora. E, se permitirmos, pode chegar a nos escravizar.

Todavia não há um só ser que não se renda ao amor. Não há um só que não se sinta arrebatado pelo poder do sentimento mais transformador do mundo. Ele nos levanta do chão, nos incita a reagir, a buscar. Faz-nos andar por caminhos que nunca percorremos antes. E nos capacita ao perdão. 

 

Comece por aqueles que são fáceis, aqueles que estão ao seu redor, que também te amam, e fazem tudo para serem amados por você. Depois passe àqueles um pouco mais distantes até chegar àqueles que você considera impossíveis de amar.

Tudo o que o universo nos deu como tarefa foi única e simplesmente amar. No entanto, na maioria das vezes, somos totalmente falhos nisso. E ainda mais falhos em nos permitirmos ser amados. A meu ver, fundamental seria nos amarmos primeiro.

 

 

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