Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

AFETOS

3 Jun 2017

Vamos falar sobre Afetos? Embora possam significar objetos da afeição, afeto também significa disposição por alguém ou alguma coisa. Seja ela positiva ou negativa, esta disposição é sempre influenciada por suas memórias. Como algo que tenha ocorrido entre você e outra pessoa, e que define sua disposição por ela no presente.

O Afeto é o que te disponibiliza a sentir determinadas emoções ou sentimentos. Como quando você visita uma cidade que nunca visitou, e o passeio é tão agradável, que fica impresso na sua memória, de forma doce, aquelas ruas e lugares que você visitou lá. Isso te traz afeto pela cidade e cria uma relação deleitosa que te faz querer retornar sempre que puder.

 

Ter afeto é ser dotado da capacidade de dar e de receber...

 

De amar e ser amado. É estar aberto a possibilidades, a sentir, a viver. Diferente das emoções, afetos estão diretamente ligados ao passado, às experiências e vivências com as pessoas, objetos, ambientes e ideias. Por isso a importância das memórias. Porém, é possível sermos pessoas afetuosas, ou seja, pessoas abertas a sentimentos e emoções. Pessoas dispostas à entrega, abertas ao que é fraterno.  

Há pouco vivenciei uma experiência marcante, que me fez acreditar no poder de termos por perto pessoas que se importam conosco, nossos afetos.  Não acreditava muito nisso. Sempre tentei resolver meus problemas sozinha, sem procurar apoio. Acho que por pensar que ninguém merecia minha confiança. Bobagem. Hoje sei que as pessoas certas entram na nossa vida e a gente nem percebe. Muitas vezes estamos presos a conceitos bobos e deixamos passar a oportunidade de viver uma amizade plena com alguém, por pura incompreensão. E, por isso, deixamos de pedir apoio a quem pode e quer nos apoiar.

Eu estava em um momento crítico de vida e, desta vez, só desta vez, decidi dividir o peso com alguém, porque estava pesado demais. Falei e falei... Inúmeras vezes contei, não só o que estava acontecendo, mas como me sentia com isso. Deleitei-me nas palavras de conselho, no acolhimento, no respeito, de pessoas que, indubitavelmente, se importam. Mergulhei em um mar de palavras que expressavam sentimentos, emoções e confusões. Ah...como eu estava confusa. E com isso fui percebendo que, ao falar e me ouvir, a dor diminuía. A cada palavra, a cada lágrima, um pedaço da minha dor ia embora. Então, iniciavam os conselhos, o apoio que eu tanto precisava. E me afeiçoei ainda mais a estas pessoas. Isto estará registrado para sempre na minha memória. Não foi solitário. Desta vez não. E todas as próximas vezes também não serão.

 

Todos passamos por momentos difíceis...

 

E são nesses momentos que fortalecemos nossos afetos, que, em primeiro lugar, os reconhecemos. O que posso dizer a vocês, é que procurem seus afetos, não só nos momentos de festa e alegria, mas naqueles nos quais se deve buscar. Os de dor, sofridos. Porque somos o produto dos nossos afetos. Eles contribuem diretamente para nosso crescimento, e nos fazem entender a amplitude do que é amar.

 

Bom, os meus fazem isto por mim. E os seus afetos? Por onde andam? Conte-me sobre um afeto seu e uma experiência de superação para a qual você tenha buscado apoio nele. Comente!

 

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