Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Autoconhecimento: um caminho para estar bem consigo mesmo!

16 Jun 2017

O quanto de amor dedicamos a nós mesmos?

 

É certo que na vida não teremos somente momentos felizes, plenos e cheios de positividade para contar! A vida é cíclica e faz parte dela, também, a polaridade das situações, sentimentos conflitantes, angústias, tristezas, ondas de impotência frente aos problemas. Ninguém está imune a isso, não mesmo!

 

Mas como lidar com estes sentimentos que nos deixam para baixo? Já se depararam com situações que num primeiro momento pareciam não ter saída ou solução, e acabamos sofrendo mais do que deveríamos?

 

Muitas vezes nos deparamos com situações que nos tiram do nosso rumo, nos arrancam algumas (ou muitas) lágrimas, e nos fazem pensar que, de alguma forma, somos infelizes por não conseguirmos resolvê-las. Fazemos uma análise precipitada da nossa vida, julgamos ser infelizes, azarados, apenas por uma situação específica, que é passageira, mas que bagunçou tanto o coração, o cantinho dos sentimentos, que o julgamento acaba sendo afetado.

 

Isso acontece o tempo todo. São as nossas inseguranças que aparecem quando estamos frente ao outro, são relacionamentos que não encontram uma forma de serem plenos, é a angústia de lidar com algum familiar doente, é a nossa própria inquietação por não estarmos tão bem sucedidos quanto “acreditamos” que deveríamos estar, é um problema da nossa saúde que insiste em ser recorrente, é uma dificuldade financeira mais trabalhosa para se resolver, é um comportamento de um amigo que sempre te diminui (de forma inconsciente) com brincadeiras de mau gosto. Enfim, temos inúmeros exemplos de situações que nos deixam tristes, mas há sempre uma forma melhor de lidar com tudo isso!

 

Acredito que cada sentimento que temos, tanto os bons quanto os ruins, foram “formados” a partir de experiências práticas que passamos e que, de alguma forma, associamos àquele sentimento específico.

 

Por exemplo, vou contar-lhes sobre um certo “medo” que desenvolvi de uns anos para cá, que ficará mais fácil de entenderem a constituição do sentimento negativo em mim. Meu medo: buscar resultados de exames!

 

Durante muitos anos minha mãe tratou-se de 3 tipos de câncer, a nossa genética com relação a esta doença específica é péssima, temos inúmeros casos na família e tal.  E com isso, por muito tempo passei a buscar os resultados de exames da minha mãe e aí acabei desenvolvendo uma forma branda de fobia sempre que me vejo nesta situação.

 

A cada exame que eu buscava o resultado, ao abrir, me deparava com um novo nódulo, taxas de células malignas aumentando no organismo, era a função de um órgão ou outro sendo afetada, era uma metástase que aparecia em outro órgão. E assim, a cada ida para buscar um exame, me via diante de algo que me deixava impotente, cheia de medos e incertezas sobre o futuro. Aquilo me machucava sempre.

 

Depois a história foi comigo.

 

Todas as vezes, ao longo do meu tratamento, precisei ir sozinha (mãe ficava cuidando da Sofia, ou estava internada) às consultas médicas, aos exames dolorosos, e também para pegar resultados de exames.

Para terem uma ideia, para o exame de colonoscopia (onde foi confirmado meu diagnóstico de câncer de reto e intestino), como sou uma pessoa grande, preciso de doses “cavalares” de sedativos(rs). O médico que fez o exame não me deu a dosagem suficiente. Acabei acordando durante o exame e ouvi uma pergunta da enfermeira que o acompanhava e fiquei desesperada.

 

A moça perguntou ao médico, se em casos de intestino todo adoecido como o meu, ainda tinha tratamento ou era óbito certo?

 

Devo ter ficado agitada, porque, segundos depois, eles me sedaram novamente. Acordei já toda tristinha e sem esperanças. Fiquei chorando uns dois dias sem parar. Nada me consolava! Mas daí, vieram minha mãe e minha médica, e me fizeram perguntas que me trouxeram outra perspectiva da situação.

 

Essas sábias mulheres me perguntaram: “E se a enfermeira não tinha nenhuma experiência em casos como o meu?” “E se ela era mais dramática do que tudo para estas situações?” “E se ela desconhece os tratamentos de hoje em dia?” “E se ela nunca conheceu pessoas que responderam positivamente ao tratamento?”

 

Isso não queria dizer que o meu caso era sem solução. Só dizia que eu não poderia ficar com o foco dessa pergunta da enfermeira para mim, que isso limitava o meu horizonte infinito de perspectivas e me deixava sem esperanças. E eu sabia que não queria isso para mim. Foi então que reagi e decidi lutar com otimismo! E o restante da história vocês já conhecem...estou aqui para ir contando também rs!

 

Bom, por este longo exemplo, quis mostrar que, a partir do momento em que parei para pensar sobre todas as perspectivas daquilo que me fazia sofrer, me permiti ver todas as faces da situação, que consegui ser racional e me perguntar o porquê de estar me sentindo dessa forma, qual a experiência que estava por trás daquele medo primário, é que consegui, aos poucos, desvincular os medos e sintomas físicos (tremedeira, ansiedade, tensão) da ação de buscar os exames.

 

Acredito que isto sirva para muitos dos nossos receios, medos, tristezas, angústias.

 

Buscar um sentido lógico para o que nos deixa para baixo, tentar entender o significado dessa tristeza pontual, e depois de reconhecer o que significa, tentar vincular novos significados, tentar criar novas experiências que liguem sentimentos mais positivos a este evento.

 

 

Digo que precisamos abrir nosso coração para nós mesmos, numa tentativa de nos autoconhecermos, de reconhecermos o que nos deixa tristes, o que nos afeta positivamente ou não. Acredito que é o caminho para descobrirmos saídas possíveis para as dores que nos assolam passageiramente pela vida. Nos AMARMOS incondicionalmente!! Nos vermos com Amor sempre que possível!!

 

É preciso nos autoconhecermos. Até para perceber se este sentimento tem durado mais do que o normal, se tem tomado mais do nosso tempo, dos nossos pensamentos, se tem tirado o foco mais do que o comum. Prestar atenção se as pessoas estão nos percebendo mais tristes do que antes, e também, a partir disso, procurar ajuda profissional. Pois, afinal, ninguém é de ferro, e tem horas que ser ajudado é muito bem-vindo! É um carinho a mais consigo mesmo, pedir ajuda quando for preciso!!

 

O autoconhecimento é com certeza uma das formas de reconhecer a felicidade que está aí, e faz parte da condição humana. Basta termos paciência e cuidado para descobrirmos o que nos faz bem! E você, vem para a vida de peito aberto a se conhecer e mudar se for preciso? Comente!

 

 

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