Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Apodere-se do que é seu: E isso inclui seus sonhos

21 Jul 2017

A lenda do Apanhador de sonhos:

 

“Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma busca da visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, que comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas. Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento à morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia : ‘Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios’. No final, a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe: ‘No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vêm de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos, quando eles ainda estão no ar. Os bons sonhos sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo até o nascer do sol, e desaparecem com a primeira luz do novo dia”

 

No simbolismo ancestral o círculo é o símbolo do espaço infinito, sem começo e sem fim.

 

Essa história veio pra me fazer pensar que nunca deixaremos de sonhar em nossa existência.

 

Pois, os sonhos podem ser muitos, ou podem ser infinitos: um atrás do outro, um se sobrepondo ao outro, um tomando o lugar do outro...

 

Mas, o problema é que muitas vezes não sabemos sequer como sonhar: ou os repreendemos logo que surgem em nossa mente (tipo: desce daí, você sonha alto e a queda pode ser brutal), ou até mesmo delegamos ao outro a “missão” de realizar por nós o que devemos fazer para transformar nossos sonhos em realidade.

 

Pior ainda é quando nos culpamos simplesmente por sonharmos.

 

Como se sonhar fosse algo que nos colocasse na condição de seres desconectados com a realidade, já que enquanto sonhamos a vida acontece “lá fora”.

 

Sempre lutei contra o meu perfil de sonhadora.

 

Como se isso fosse um defeito incorrigível, um desvio de conduta. Pois sempre me considerei ser uma pessoa prática, daquelas que tem “os dois pés no chão”.

 

Sonhar é “pros fracos”, pensava! Enquanto uns “perdem tempo” sonhando, eu vou lá e realizo.

 

E assim, eu achava que o mundo não precisava de mais sonhadores, e sim de fazedores. Como se uma coisa tivesse que eliminar a outra, ou que não combinavam entre si.

 

Até que a vida prática e cheia de realizações, me deu uma rasteira tão grande que me fez sair do prumo e perder o rumo.

 

Foi como se a vida simplesmente me forçasse a parar de fazer e realizar, para me mostrar que eu precisava mesmo era de me encontrar.

 

Mas para me encontrar eu precisaria, antes de tudo, de me perder. E perder, sobretudo, a razão.

 

Foi nos caminhos percorridos em busca de mim mesma que fui encontrando, nos labirintos da vida, as respostas que me fizeram reconectar com a minha essência de sonhadora.

 

E assim eu descobri que é quando a gente perde, que verdadeiramente ganhamos, dentre outras coisas, a capacidade de sonhar.

 

Quase sem perceber, você começa a acreditar que o que seria improvável pode de fato acontecer ou se materializar.

 

Mas eis que a Senhora Razão, a aniquiladora de sonhos, começa a “te chamar” pra vida real e se une a outros aliados, que são também, inimigos dos seus sonhos: o medo, a insegurança e todas as crenças que nos limitam.

 

E aquele sonho vai tentando vencer essa legião de fantasmas que assombram a nossa mente para mostrar que pode mais que todos eles.

 

A vitória se dá quando você começa a acreditar que o impossível pode se tornar possível.

 

É...nessa grande escola da vida temos que aprender até mesmo a sonhar...

 

Mas para alcançar a graduação da vida (aquele diploma que você só consegue quando realmente faz a lição de casa), temos ainda que aprender que jamais devemos confiar nossos sonhos nas mãos dos outros.

 

Precisamos nos apoderar dos nossos próprios sonhos!

 

É preciso entender que sonhar é, antes de tudo, acreditar que caberá a você fazer seus sonhos se tornarem realidade.

 

Tudo isso tem sido um aprendizado árduo, por vezes até doloroso e que, obviamente, tem vindo com o tempo (outro poderoso Senhor).

 

Portanto, seja você um sonhador ou um fazedor, não se iluda:

 

A melhor forma de fazer é fazendo.

 

A melhor forma de aprender a se levantar é caindo.

 

E a melhor forma de sonhar é acreditando na única pessoa capaz de realizá-lo: você!

 

 

 

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