Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Sobre mudanças, andanças e outras viagens

21 Aug 2017

 

Há exato 1 ano atrás eu começava um texto assim:

 

Tenho que confessar: 
ODEIO MUDANÇA!

 

Mas aqui me refiro ao processo de desconstruir, desapegar de coisas, doar, descartar, embalar, guardar, desembalar, guardar de novo...

 

De uns anos pra cá, não bastava a vida ter mudado.

Ela (a vida) inventou também de querer ficar me mudando de lugar.

 

Daí, pra "aceitar" a gente logo pensa:
Ah, mudança é sempre bom! 

Deixe o novo entrar!

 

Mas e se em algum momento você perceber, e se der conta, de que "o novo" não era tão bom assim, faz o quê?

 

Naquela ocasião eu me preparava pra fazer a minha 4ª mudança no período de 3 anos.

 

E diante de tantas tarefas, caixas e medo do que estaria por vir, eu me vi presa a sentimentos de desânimo que me fez entrar numa espiral negativa de energia.

 

Ainda que essa mudança muito representasse pra mim - que depois de mudar de cidade, estado, país e continente - finalmente eu voltaria para as minha origens. Mais uma vez eu tive medo de mudar: ainda que fosse pra um velho e conhecido mundo.

 

Mas passado 1 ano e já “recuperada” de todo o trabalho físico e emocional que envolve uma mudança, eu agora compartilho com vocês o que tudo isso representou pra mim, e que pode também ser útil à você, caso esteja também passando por algum processo de mudança.

 

Pois aqui não me refiro somente às mudanças físicas de um lugar para outro. Essa reflexão vale para qualquer tipo de mudança:

 

Há 1 ano atrás eu falava das minhas mudanças, andanças e outras "viagens" por aí.

 

Depois de 2 anos fora de BH, e da vida que planejei viver, hoje posso dizer que as mudanças já não me assombram mais.

 

Deu trabalho colocar a casa e a vida em ordem, foi desgastante física e emocionalmente, deu vontade de desistir e deixar tudo como estava (ainda que não tivesse nada bom), deu pra chorar e pra rir: de desespero (por não ter nenhuma garantia na nova vida que eu começava a construir), de felicidade (por estar de volta à minha cidade), de mim mesma (por ser uma louca acumuladora de coisas e de histórias), de gratidão (por ter suportado heroicamente as mudanças internas e externas que passei ao longo desse tempo).

 

E agora só posso celebrar essa pequena vitória por ter escutado o meu coração que me dizia: vai com medo, mas vai!

 

Ao chegar aqui, encontrei uma nova cidade: mais viva, mais intensa, mais humanizada, mais colorida, mais criativa e muito mais agradável do que já era e muito mais alinhada com meus novos valores de vida.

 

Porque sim, mudanças fazem a gente desapegar inclusive de crenças e valores que envelhecem e precisam ser substituídos por outros.

 

Aqui fiz novos amigos, fui acolhida pelos antigos, deixei ir o que tinha que ir, me abri para o que tinha que vir.

 

Mudanças são boas pra isso: nos preparam para uma nova vida sem deixar que a gente se perca de nós mesmos.


Porque coisas e caixas à parte, a gente muda de lugar sem contudo perder o que somos na essência.

 

E já começo a achar que tenho uma alma meio nômade. 


Pois hoje até já ando pela cidade pensando numa próxima mudança: de bairro, de ares, de perspectivas...

 

Éhh... até que mudanças não são tão ruins assim!

 

E você, já passou por muitas mudanças e transformações na sua vida? Conte aqui pra gente sobre isso!

 

 

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