Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

CONFIANÇA

1 Sep 2017

Olá meus queridos leitores! Hoje vamos falar sobre Confiança. Uma palavra de um significado de muito peso na língua portuguesa.  Envolve juízo de caráter, entrega e desprendimento.

 

Seria imprudente dizer que confiar é fácil. Não é. Todas as vezes que nos dispomos a confiar, a impressão que temos é de vulnerabilidade. Nos abrimos de tal forma a expor nossas fragilidades, e isso nos traz medo. Mas, o que te faz confiar em alguém?

 

Eu não confiava nas pessoas

 

Não sei vocês, mas eu, por muito tempo, evitei confiar nas pessoas. Sempre procurei acolher as fragilidades das pessoas com tal carinho como se fossem minhas, sempre tentei entende-las para ajuda-las da melhor forma que eu encontrasse. Quem me conhece sabe do meu esforço para abraçar a todos com meu ouvido, minhas palavras, meus gestos de afeto. Mas quando se tratava de mim, sempre me calava, porque não acreditava que as pessoas fossem verdadeiras comigo quando se tratava das minhas coisas, meus sentimentos, meus sofrimentos. Hoje vejo que isso se deve a algumas experiências vivenciadas na infância, adolescência, quando eu estava descobrindo o que era confiar, e me decepcionei.

 

Porém, hoje também vejo que não se deve julgar todas as experiências por algumas. E por eu sempre preferir acreditar no lado bom que todo mundo tem, em um dado momento, percebi que não fazia sentido esta minha atitude de sempre tentar resolver as coisas sozinha, sem pedir ajuda, sempre me despedaçar calada, por não confiar nas pessoas.

 

Conclusão que cheguei

 

Parei e pensei, concluí que o que eu não tinha eram boas companhias, me encontrava cercada de pessoas que não me valorizavam, sempre tentavam a todo custo me mostrar o quanto se achavam superiores a mim e que menosprezavam a pessoa que eu sou. E, como sempre fui uma pessoa questionadora, não entendia o porquê de tanta rigidez. Pessoas engessadas em seus pensamentos mesquinhos, que buscam diminuir aquelas outras pessoas que tem tanto a acrescentar às suas vidas. Sim, eu já tinha muito a acrescentar à vida das pessoas à minha volta, só não tinha oportunidade.

 

Como mudar esta situação?

 

O que nós nos esquecemos é que podemos escolher quem caminha ao nosso lado. E se podemos escolher, porque continuar se submetendo ao crivo de pessoas sem valor? A convivência, às vezes, é inevitável, porém podemos parar de nos importar com a opinião de pessoas que não nos querem bem. Podemos, simplesmente, ignorar.  Vou falar para vocês o que eu fiz e mudou a minha vida. Tenho certeza que pode mudar a de vocês também. Na maioria das vezes, simples atitudes e mudança de pensamento podem ser suficientes para mudar a nossa direção e nos abrir os olhos para uma nova vida.

 

Foi quando procurei outras companhias. Ah, se soubesse teria feito isso antes. Reaproximei-me de amizades verdadeiras das quais havia me afastado um pouco e me abri a conhecer pessoas de real valor. E encontrei. E me encontrei. De uns tempos para cá fui, literalmente, selecionando aqueles que estariam ao meu lado, aquelas pessoas com as quais iria me importar, e aquelas que com certeza se importariam comigo. Foi mágico. Pude enxergar a mudança que ocorreu na minha vida depois desta decisão. Desprendi-me totalmente do que era sem valor e passei a me enxergar, também, de outra forma. Vi que existem sim pessoas que me valorizam e me amam como eu sou, que apreciam minha companhia e meu colo, mas também me dão seus colos e seus ombros amigos com muito carinho.

 

É claro que continuo aberta, à disposição das pessoas que queiram um pouco de mim. Não me fechei para pessoas, só escolhi me importar com o que realmente tem valor.

 

E foi isso que me fez voltar a confiar. Porque não se trata de confiar em qualquer pessoa, e sim, de confiar nas pessoas certas. Encontrar pessoas que combinem com você, que valorizem o que você tem a oferecer. Que sofram junto com você e te aplaudam quando você acertar. Que te “puxem a orelha” quando estiver errado e que te aconselhem quando você estiver perdido. Todos nós precisamos de pessoas assim em nossas vidas. Por mais que pensemos não precisar. Pois, afinal, o que levamos desta vida é o que construímos com as pessoas a nossa volta. É o que deixamos de legado para os nossos. E “os nossos” podem não ser só a família em que nascemos, mas a família que nos permitiram escolher.

 

E você? Conte-me quem são as pessoas importantes da sua vida. Você pode confiar nas pessoas que estão mais próximas de você? Se não, parta em busca de “outra turma”, outras companhias, posso te garantir que sua vida vai mudar consideravelmente.

 

Boa sorte! E até a próxima!                                                                                                                                                                                               

 

 

 

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