Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Felicidade fora do padrão

11 Sep 2017

Olá querido leitor!

Estar aqui com você alimenta a minha felicidade. E hoje vou compartilhar com você um pouco do que tenho percebido sobre a ligação entre felicidade e o relacionamento com a comida e com o corpo.

 

Nos últimos meses tenho estudado um pouco mais sobre felicidade e bem-estar por conta de uma nova formação profissional na qual estou muito engajada. E nessa jornada tenho feito muitas leituras complementares.

 

E foi no livro “O jeito Harvard de ser feliz” de Shawn Achor, um dos maiores especialistas do mundo no elo felicidade e sucesso, que confirmei o que tenho vivenciado: uma forte ligação entre felicidade e a relação com a comida e o corpo.

 

O conflito entre o corpo e a comida

 

 A comida e o ato de comer hoje, está fortemente ligado ao emagrecimento. E o corpo magro é imposto pela sociedade como condição de felicidade. E isso tem conturbado o relacionamento das pessoas com a comida e com o corpo.

 

Grande parte das pessoas estão comendo ou deixando de comer determinados alimentos pensando se eles emagrecem ou não engordam. Comem sem perceber os sinais do corpo como fome e saciedade, não atendem suas verdadeiras vontades e desrespeitam suas próprias preferências alimentares, optando por comer alimentos só por que são classificados como “saudáveis”. E sem perceber enredam-se num conflito com o alimento e o corpo.

 

O conflito com o corpo e o alimento é um relacionamento que pode dominar os pensamentos e atos a ponto de debilitar outros aspectos da vida, podendo comprometer decisões, ações e até relacionamentos.

 

É uma batalha para saber o que comer, quando comer, qual será a próxima dieta, quando fazer exercícios. E, numa sociedade que coloca valores de realização e felicidade na aparência, isso vem acompanhado pelo sofrimento da imagem refletida no espelho.

 

Sentir-se bem com a aparência e o corpo é importante para a saúde e o bem-estar. Mas quando isso promove a desconexão com o seu próprio “eu”, legitimando o corpo como parâmetro para seus valores isso se torna destrutivo.

 

Ouço algumas vezes que o motivo para emagrecer é para conquistar um melhor cargo no trabalho, para conseguir um novo emprego, para ganhar mais segurança, para melhorar os relacionamentos, para se sentir mais confiante... Você já ouviu também alguém falar assim? Ou se reconhece nessas vozes em alguma fase da sua vida?

 

Acompanhado do conflito com a comida e o corpo vem um anseio de dentro, uma sensação de vazio que muitas vezes é reconhecido como uma fome voraz.

 

O que parece é que nada tem a ver com o corpo ou o peso.

 

Como o corpo é o que temos de mais concreto para nos colocar em contato com o mundo, ele é identificado como a maneira de externalizar algo, apagar o que realmente está acontecendo, uma tentativa de concertar por fora o que está quebrado lá dentro.

 

Analisando sob esse ponto de vista, o peso é um sintoma, que tem uma causa interna, que deverá ser considerada para tratar o externo que é o peso. Soluções externas que apenas cuidam da eliminação desse sintoma poderá até promover um alívio e funcionar por algum tempo, mas logo, logo ele estará de volta.

 

Eu costumo dizer em minhas palestras e às vezes até em atendimentos, que é preciso olhar para a vida, olhar para si mesmo, antes de olhar para a comida e o peso.

 

O espelho reflete a nossa imagem externa, o que vemos não descreve quem somos.

 

É importante que você entre em contato com a sua realidade interna, com quem você realmente é, descubra o seu mundo, rico de emoções, pensamentos, sensações, desejos e lembranças. 

 

Quando se olhar no espelho pergunte-se quem está aí dentro olhando o que tem de fora? Explore-se a si mesmo. A sua felicidade e satisfação com a vida deve estar aí dentro no seu “eu” e não na sua imagem externa.

 

E o que Shawn Achor tem a ver com tudo isso que falei até agora?  Em seu livro “O jeito Harvard de ser feliz” ele rebate a crença que precisamos ter sucesso para sermos felizes. De acordo com ele e com outros estudiosos da psicologia positiva, o que funciona na verdade é o inverso, é o sentimento de felicidade que nos move para o sucesso.

 

Seja feliz agora

 

O que quero relacionar é que o emagrecimento não pode ser visto como garantia de felicidade. Aquilo que te faz bem, que te traz sentimento de plenitude deve ser buscado no agora, no corpo que você tem hoje. Porque deixar para cuidar de você só quando tiver um corpo diferente do que você tem hoje?

 

Se o emagrecimento for colocado como a solução de todos os seus conflitos internos e externos, ele ocorrerá a custas de muito sofrimento e não irá durar muito tempo, porque a felicidade que você procura não virá no pacote.

 

Pare de adiar a sua vida e sua capacidade de ser feliz. A positividade dentro de você é que vai te conduzir a um relacionamento tranquilo com a comida e com o seu peso. É a partir daí que você terá uma real motivação para reconhecer ou buscar o corpo que te faz bem.

 

Você conhece alguém que tem adiado a felicidade, deixando-a para vivê-la só quando alcançar um corpo magro? Você pode ajudá-la a se sentir feliz compartilhando esse texto. E se, de alguma forma, minhas palavras fizeram algum sentido para você e se sentir à vontade deixe seu comentário.

 

Um grande abraço! Gratidão por estar aqui novamente!

 

 

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