Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Mulheres do mundo, uni-vos!

26 Nov 2017

Ainda era menina com os meus 10 anos de idade, quando, pela primeira vez, no aeroporto de Confins, vi uma bela mulher com a sua roupa de executiva de negócios a passar elegantemente na minha frente. Achei o máximo, aquela mulher tão linda e tão cheia de si. Desejei um dia também, transmitir aquela segurança.

 

Com o passar dos anos, fui crescendo no tamanho e na forma de pensar, sempre focada em uma oportunidade que pudesse ajudar a me desenvolver. Durante esta jornada, muitos aprendizados...

 

A história do sanduíche

 

Eu namorava um rapaz e dependia, de certa forma, dele, pois eu estava me formando no ensino médio. Ele tinha um bom emprego e ganhava seu próprio dinheiro. Um dia eu estava com muita fome e avistamos uma lanchonete. Nos aproximamos, eu pedi o sanduíche número 3, mas ele impôs que eu comesse o 1, pois o 1 era mais barato que o 3, embora o 3 fosse muito mais saboroso... Moral da história: ele pediu e comeu o sanduíche 3 e o 1 foi pedido para mim. Comi, e depois daquela péssima sensação, saí mais determinada a conquistar a minha independência financeira.

 

“O QUE IMPORTA NÃO É O QUE ACONTECE, MAS COMO VOCÊ REAGE.” BRUCE LEE

 

A mudança está em nossas ações

 

Situações constrangedoras como essa e até piores, são mais comuns do que imaginamos e fico feliz por saber que os tempos estão mudando, e nós mulheres adquirimos mais força e representatividade.

 

Durante a nossa vida somos expostas a vários tipos de violência e precisamos nos fortalecer buscando bons exemplos, inspiração, mantendo a esperança e nos ajudando mutuamente. É essa rede que não deve permitir que os nossos desejos, sonhos e objetivos sejam calados! E entender que dentro de cada mulher existe um ser humano que merece amor, respeito e tem o direito de se desenvolver com liberdade. “Mulheres do mundo, uni-vos!”

 

Uma inspiração:

"Em março de 1938, o fotógrafo francês Willy Ronis (1910-2009) foi cobrir uma greve na fábrica da Citroën-Javel para a revista Regards. De volta a sua casa, revelou os filmes e fez uma rápida seleção das fotografias e as enviou para a revista, deixando de lado a imagem publicada acima. Somente em 1980, Willy Ronis, revendo todos os seus negativos, redescobriu essa imagem e decidiu publicá-la no jornal l'Humanité. Alguns dias depois Willy recebeu uma carta de Rose Zehner, que se reconheceu na fotografia. Assim, começou uma troca de correspondências entre Willy e Rose, que ficou órfã aos nove anos de idade, tornando-se operária e sindicalista ainda muito jovem, onde era conhecida como “o lobo branco”. Em 1982, quarenta e quatro anos depois, foi organizado e filmado o encontro entre os dois no antigo bistrô próximo a fábrica".

 

 

 

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