Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

O Piquenique do Catapimba

13 Mar 2018

ROCHA, Ruth. O piquenique do Catapimba. 10. ed. São Paulo: FTD, 1999. (A turma da nossa rua).

 

Estimados leitores, nosso texto de hoje é da nossa adorável Ruth Rocha, que vai abordar a história de turmas que crescem juntas, sejam na rua, na escola, no clube, no inglês, etc.

 

Turmas estas, que as vezes se rivalizam sem mesmo se conhecerem. E assim, foi com a turma do Catapimba que resolveu organizar um piquenique com sua turma. A turma do Catapimba se reunia às escondidas da turma do Passa-por-Cima, que eram os moradores da rua de baixo.

 

Todos ficaram muito empolgados com a iniciativa do Catapimba e resolveram fazer o piquenique na Represa, que era perto e eles podiam ir a pé. Domingo foi o dia escolhido para o grande encontro da turma do Catapimba, por que ninguém tinha aula neste dia. Cada um começou a falar o que ia levar, então Mariana se propôs a fazer uma lista para melhor se organizarem, mas Gabriela disse que não era preciso, e logo a turma toda concordou, pois eles queriam se divertir.

 

Chegou o grande dia, o céu azul e sol brilhante, vento fresquinho, o dia surgiu lindo como eles imaginaram. Se encontraram na pracinha, e foram todos contentes pelo caminho afora, tudo era motivo de riso. Enfim, chegaram à represa cansados e famintos.

 

Resolveram “montar” o piquenique, abriram os pacotes e as sacolas e juntaram tudo que havia. Tinha de tudo e não tinha nada, tinha espeto para churrasco, mas não tinha carne, tinha enlatados, mas não tinha abridor, tinha panela, mas não tinha o que cozinhar e, assim foi uma situação sem solução, para cada coisa que levaram faltava o seu complemento. Se tivessem realizado as anotações teria dado certo, mas, infelizmente, a pressa de brincar não os ajudou na hora do piquenique.

 

Desaminados e preparando para ir embora, eles avistaram o Barriga da turma do Passa por Cima, que ninguém sabia o porquê, mas não gostavam deles. O turma do Barriga estava na mesma situação que a turma do Catapimba, cada um levou uma coisa, mas sem fazer um planejamento adequado.

 

Neste momento de conversa, perceberam que o problema de um era a solução do outro, então se juntaram e confraternizaram juntos. E então, tiveram a oportunidade de pensar e refletir que nem tudo é como parece. Que não se pode não gostar do que a gente nem conhece, que não comeu, que não viu, etc. Que outras turmas podem ser bem legais.

 

Na vida temos que ter bons olhos para todos e para tudo, e somente depois de termos conhecimento das coisas, que poderemos ter um julgamento ou juízo de valor.

 

 

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