Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Vulnerabilidade: Tirando a roupa de Super Homem

16 Apr 2018

Olá querido leitor!

 

No texto anterior, conversei com as mulheres a respeito da vulnerabilidade e da necessidade de tirarem a roupa de Mulher Maravilha, de se permitirem o erro, a imperfeição, o não dar conta de tudo, para assim darem espaço para se tornarem elas mesmas. E nesse, gostaria de conversar com os homens a respeito do mesmo tema, da necessidade de não serem Super Homens para atingirem o mesmo objetivo – ser quem realmente desejam.

 

Diferentemente das mulheres, a quem é permitido sentir e chorar, mesmo lhe sendo exigido uma postura de força e garra para cumprir diversos papéis com perfeição; ao homem lhe é exigido apenas força, tolindo-o da capacidade e mais... do direito de sentir, chorar, pedir ajuda, compartilhar a dor e as dúvidas.

 

Quem nunca ouviu um pai dizer ao filho: “Meninos não choram”. “Para com esse choro... está parecendo uma mulherzinha”. “Homem tem que ser forte”. “Homem tem que ser o provedor da casa”. E por aí vai a lista infinita de imposições de qual deve ser o papel do homem. Ajudar então em casa a fazer atividades que são vistas como “obrigações” femininas?! Nem pensar!

 

Dessa forma, tenta-se tornar os meninos homens invulneráveis, mas todo Super Homem tem sua kriptonita... e independente do gênero, as emoções estão lá, pra nos lembrar que somos humanos.

 

Sentir pode ser visto como uma bênção ou uma maldição... mas se permitir emoções é fundamental para uma vida saudável. Somos biologicamente preparados para isso, e não é uma escolha. Você não entra na fila pra nascer e aperta um botão com a opção “com” ou “sem” emoções. Simplesmente elas estão lá, por mais que nos assustem, por mais que não sejam desejáveis. Sendo assim, tentar tirar isso dos homens é tentar tirar a humanidade que compete a todos.

 

Em meus atendimentos no consultório, é muito comum ouvir a angústia de homens que não sabem como e o que sentem diante das situações. Quando se veem confrontados com a realidade que os distanciam do seu papel de Super Homem, muitos sucumbem a depressão ou ansiedades extremas por não se verem capazes de ser quem “deveriam” ser. E a dificuldade em pedir ajuda é tão latente que, de modo geral, há muito mais mulheres em terapia para lidarem com seus conflitos que homens.

 

Por isso é importante quebrarmos o paradigma de que “Homens são fortes e invencíveis”, pois não são. São humanos como qualquer outro. Sendo assim, pedir ajuda para lidar com o que sente não é um ato de covardia e sim de coragem... coragem para lidar com o que angustia, coragem para entender que tem o direito de não dar conta de tudo, coragem em aceitar que a vulnerabilidade ao invés de enfraquecer, conecta. Ninguém quer ter que lidar com uma pedra de gelo no lugar do coração. Admitir que é humano é o primeiro passo para começar a ter uma vida emocional e relacionamentos mais saudáveis.

 

Então, se permita tirar a roupa de Super Homem e seja quem quer realmente ser!

 

A vida é feita de equilíbrio, e se você não sabe como fazê-lo, peça alguém para trilhar esse caminho com você. Uma ajuda profissional na área da psicologia pode lhe ajudar e não é vergonha nenhuma isso. Ao final, você perceberá que retirar as correntes dos deveres sociais idealizados é libertador.

 

Grande abraço e até a próxima!

 

 

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