Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Presença, Intenção e Intuição

4 Jun 2018

Olá querido/a leitor/a, tudo bem?

 

No texto anterior (disponível aqui) compartilhei algumas vivências que aconteceram comigo (e algumas ainda estão acontecendo) ao longo de algumas semanas. Se você não teve a oportunidade de ler, acesse e leia. É bem rapidinho!

 

De lá pra cá, tenho achado incrível a capacidade que temos de sermos humanos e poder fazer de nós mesmos laboratórios para experiências da vida. Tenho me dedicado a aprender um pouco mais sobre algo tão simples, mas que se torna quase que automático na vida: escutar (o melhor vídeo). Quem sabe este não seja o tema de um próximo texto?

 

Estas investigações sobre como eu posso escutar o outro - me despindo de julgamentos pessoais, aconselhamentos, interrupções, impedindo que os ouvidos sejam apenas um meio e o coração seja o fim - me fizeram aprender algo óbvio e primordial: escutar a mim mesmo.

 

Neste exercício diário e desafiador de me escutar e interagir com outras pessoas, acabei percebendo que outras três práticas são essenciais e complementares no laboratório da vida: presença, intenção e intuição. É sobre elas que irei compartilhar meus pensamentos com você. Vamos lá?


Presença | O quanto de mim realmente está entregue no aqui e agora?

 

Presença está intimamente relacionada ao presente como o momento, como o instante. Estar presente significa ter toda a atenção para o que está se passando dentro e fora, simultaneamente (mesmo que não haja separação).

 

Ter presença significa que a totalidade do ser se encontra em plena devoção ao que está acontecendo (assim mesmo, sempre no gerúndio). E é impossível estar meio presente, só pela metade. Se existe a sensação de que está meio presente, não existe presença.

 

Estar presente é ser capaz de não deixar que coisas passem despercebidas. É desligar de forma consciente o botãozinho do piloto automático para se entregar.


Então, presença é também sobre consciência. É ter foco e percepção aguçada para se encontrar nos detalhes, mesmo os mais banais: seja no respirar, no saborear, no vestir, no calçar, no escutar, no organizar, no ler, no andar...

 

Existe aquela presença que sente, a presença que cuida, a que produz, a que acolhe, a que caminha, a que orienta, a que escuta, a que se interessa, a que vive… Presença também é interação. É ter sensibilidade e agir com intenção.

 

Consciência Plena | Monja Cohen | TEDxPassoFundo


Intenção | Qual o motivo que está por trás das minhas ações?

 

Intenção gera uma reflexão, se eu faço por fazer ou se faço por um motivo. Só que intenção ainda não é isso... Parece ser aquilo que está lá dentro de nós, que se manifesta por um instante, mas que desaparece ao mesmo tempo em que se concretiza quando realizo algo. É como se intenção fosse aquilo que precede uma ação, é aquilo que está por trás, nos bastidores internos.

 

No entanto, a intenção pode ou não se transformar em ação. Quando intenção não se transforma, fica retida no âmbito do desejo, da vontade, do querer. Já a sua realização gera uma ação, isto é, a transformação de algo subjetivo e interno em algo não tão subjetivo e mais externo.

 

Intenções podem ser boas ou não tão boas e isto depende exclusivamente do ser que a origina e que é único e singular. É possível colocar intenção em tudo aquilo que fazemos, assim como na presença: nas palavras, na escuta, no caminhar, no escrever, no abordar, no alimentar...
 

Como grandes líderes inspiram ações | Simon Sinek | TEDxPuget Sound

 

Intuição | Qual a voz interna que aponta um caminho, mas que não tenho ouvido?

 

Parafraseando um grande professor que tive chamado Thiago Raydan, a intuição é quando "eu sinto que" ou "algo me diz". É aquela vozinha sutil que aponta uma escolha prestes a ser feita, mas que - na maioria das vezes - insistimos em escolher um outro caminho.

 

Intuição é etérea. Vem e vai. E intuição também precede uma ação. Ela se desfaz quando a realizamos, mas tende a se transformar em arrependimento quando não acontece (isso depende da maturidade ou nível de consciência do ser).

 

Há momentos em que ela persiste. É como se fosse uma vidente divina que já sabe a melhor opção para nós e fica ali martelando, martelando e martelando.


Intuição flerta muito com a expressão ‘ouvir o coração'. Dar este passo pode ser correr risco e se atirar rumo ao desconhecido, mas talvez não seja isso. Qualquer escolha a ser feita também tem o seu grau de desconhecimento. Escolher pode ser previamente desenhado de forma a tentar antecipar resultados, mas ainda assim é sorrateiramente incerto. Nem tudo o que se planeja, se realiza da forma como foi idealizado.

 

Intuição, quando realizada, também significa renúncia: é seguir em direção a algo em detrimento a tantos outros ‘algos’ deixados para trás.

 

E intuição é sobre limpeza. Limpeza de dentro para eliminar os detritos e aprender a ouvir uma voz abafada ao longo dos anos. Somos ensinados a pensar muito mais racionalmente considerando o que vem de fora e acabamos aprendendo a silenciar ou a fingir não escutar aquilo que vem de dentro.

 

Epitáfio - Titãs

 

“Não espere pelo epitáfio.”

- Título da obra de Mário Sérgio Cortella

 

Ultimamente tenho experimentado tudo isso! Como eu já havia dito: é um exercício diário e desafiador, mas tudo se torna cada vez mais fluído quando praticado constantemente. Fica aqui o convite para que você também experimente pequenas doses conscientes de presença, intenção e intuição. Vamos juntas/os?

 

 

 

 

 

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