Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

O que você faz?

2 Aug 2018

Olá querido/a leitor/a, tudo bem?

Em um texto que escrevi anteriormente chamado “Quem é Você?” falei um pouco sobre mudanças, títulos e as elaborações que geralmente fazemos para responder a esta pergunta. Hoje, quero falar um pouco mais sobre outra pergunta que tem sido bastante difícil de responder: o que você faz?

 

Sem generalizar, mas boa parte das pessoas que fazem esta pergunta aparentam uma expectativa de saber exatamente em qual (ou quais) “caixinha(s)” eu tenho me rotulado. Se me enquadrar em caixinhas já é difícil, quem dirá elaborar uma resposta que possa ilustrar todas elas.

 

Para quem já faz algo com o qual possa se definir (ou se limitar), a resposta se torna mais simples e objetiva. Para quem experimenta um pouco de várias coisas, se torna mais complexo e incompreensível elaborar o que dizer. Digo complexo e incompreensível, pois mesmo listando algumas atividades que tenho experimentado fazer, algumas pessoas ainda saem com uma expressão de indagação por – talvez – não terem entendido o que eu quis dizer.

 

O cenário das profissões tradicionais está passando por mutações cada vez mais intensas, os conhecimentos e as habilidades de um profissional, se tornam cada vez mais interdisciplinares e, consequentemente, o fazer algo abarca possibilidades que antes eram inimagináveis. Estamos saindo de um padrão onde o currículo ainda seja o meio pelo qual as pessoas possam se resumir em algumas páginas, para entrar em um outro padrão que ainda não se sabe qual será.

 

E por falar em currículo, analisa-lo é quase que olhar para uma fotografia: o registro de um momento que já se foi está ali, estático, porém aquela imagem expressa um instante que só quem o viveu consegue lembrar e descrever. O que há por trás daquele registro é muito mais profundo e rico em detalhes. Observá-lo deixa a sensação de que ainda existe algo que vai além. As páginas daquele documento não refletem o verdadeiro eu, a subjetividade do ser humano que se esconde sorrateiramente nas entrelinhas.

 

Tenho – então – me descrito apenas como um experimentador. Experimentar significa provar, testar, conhecer, e é exatamente isto que tenho feito. Nestas experimentações tenho descoberto tantas coisas que dificultam ainda mais dizer exatamente o que faço. Há muito tempo atrás ainda arrisquei fazer uma comparação que, ao invés de colocar os nomes fofinhos, fosse capaz de expressar a realidade nua e crua:

 

 

Além destas correspondências, ainda há outras que não descobri a forma tradicional de dizer, mas a forma realista é evidente no meu caminho: apoiador em geração de ideias, “pitaqueiro”, mostrador de outras perspectivas, conector de pessoas e projetos, etc.

 

E para você leitor/a? Sente que também é difícil resumir o que faz em poucas linhas?

 

“Existem humanidades que são impossíveis um cartão de visita expressar.”

Pedro Gama

 

 

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