Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

VOCÊ SABE OUVIR?

25 Oct 2018

 

Queridos Leitores

 

Quanta satisfação estar mais uma vez com vocês.

 

A cada experiência que a vida me presenteia, faz nascer a vontade de compartilhar o aprendizado com vocês.

 

Desta vez, senti a vontade de falar um pouco sobre a arte de ouvir e sua importância na minha profissão.

 

Partamos do princípio de que todos nós temos a necessidade de expor nossos problemas, pois é assim que muitas vezes nos sentimos aliviados ou encontramos a solução para eles. Sempre que nos propomos a externá-los através da nossa fala, precisamos que alguém seja nosso ouvinte. E como é importante o papel deste ser que reserva uma parte de seu tempo para nos ouvir, não é verdade?! Nosso ouvinte, na maioria das vezes, é uma pessoa de nossa convivência. Outras vezes, a necessidade de desabafo faz com que um mero conhecido torne-se o ouvinte mais atencioso naquele momento. No entanto, uma coisa é certa: quando um problema se faz presente na vida da gente de forma a causar consequências na esfera jurídica, a melhor opção é procurar uma pessoa que tenha capacidade técnica para nos ajudar a encontrar a solução daquilo que está retirando a paz naquele momento da vida.

 

Saber escutar o relato dos fatos causadores do problema é, sim, uma arte. É preciso escutar de verdade, ou seja, saber processar o que é dito, dar um significado e compreender. A experiência já vivida pelo ouvinte, no caso o advogado, através de seu trabalho e aperfeiçoamentos, dá-lhe a condição de até se sentir no lugar do cliente, a partir daquilo que lhe está sendo confiado na conversa. É preciso saber utilizar as palavras e o silêncio na hora certa.  Colocar-se no lugar do outro traz a condição de saber como a outra pessoa está se sentindo. Saber ouvir nosso cliente é uma maneira de dizer a ele que pode contar com a gente, seja o que for que precise ser dito. Cada detalhe é muito importante, pois um esquecimento pode mudar toda uma linha de defesa para a solução do problema.

 

Por isso, é importante que o profissional transmita confiança para que nenhum detalhe fique oculto.

Ser um bom ouvinte traz a possibilidade de abrir uma porta até o interior da outra pessoa, e isso demonstra respeito pelos sentimentos do outro.

 

Todas as informações relatadas pelo cliente serão primordiais na negociação com a parte contrária. É um grande desafio para nós, quando nos deparamos com colegas, defensores da parte, que não trazem consigo esta virtude de saber ouvir. Questões envolvendo família, propriedade de imóveis e acordos, são apenas alguns exemplos de conflitos recheados de divergências e discórdias. Nós ocupamos o papel de representantes de nossos clientes, sempre buscando um resultado mais célere, eficiente e economicamente mais vantajoso, a fim de solucionar os conflitos, evitando os desgastes ao máximo. Imagina buscar as soluções sem um equilíbrio das emoções ou sem separar o profissional do pessoal?! Só iremos causar mais problemas para nossos clientes e prolongar por mais tempo sua angústia.

 

É preciso ter uma boa comunicação e empatia com todas as partes envolvidas. A comunicação de forma inadequada pode arruinar um possível acordo. É por meio da habilidade de ouvir, observar e dialogar que se faz possível identificar se, por exemplo, o ouvinte está de acordo com o que está sendo proposto. Já a empatia nos ajuda a compreender os sentimentos do outro e isso ajuda a encontrar as palavras certas, considerando o que o outro gostaria de ouvir, facilitando a aceitação da parte contrária. Lembrando que a flexibilidade é primordial para se chegar a um acordo, sabendo identificar onde podemos ou não ceder para evitarmos conflitos e discussões futuras. Nosso papel é evitarmos que a sensação de injustiça exista.

 

Para que tudo se resolva, alcançando o objetivo da resolução do conflito apresentado, a postura das partes e de seus advogados deve ser de respeito e cordialidade. No entanto, muitos profissionais atuam de forma descortês, crendo que agindo de forma mais enérgica, estão se impondo. Enganam-se. Agindo assim, causam uma situação muito desconfortável para com todos os envolvidos, gerando, às vezes, novos conflitos e insucesso no fechamento dos acordos.

 

Um profissional equilibrado, sensato, que tenha calma para lidar com as pessoas, sendo um bom ouvinte, inclusive, consegue, em grande parte dos casos, encontrar uma solução mais rápida para seu cliente.

 

Meu papel como advogada é entender as informações e os fatos que chegam até mim, as razões das partes envolvidas e trazer um bom resultado para meu cliente, de forma honesta, adequada e eficiente.

 

Lembre-se, querido leitor! Um acordo é sempre uma solução menos traumática, menos onerosa e mais adequada para as partes envolvidas, para os tribunais e para sociedade em geral. Sempre que procurar um profissional para lhe ajudar a resolver o que lhe aflige, lembre-se de buscar referências para que você não tenha novos problemas.

 

“A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar” (Joanna de Ângelis)

 

Até o próximo...

 

 

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