Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

Existe um superpoder que você precisa ter para educar

26 Nov 2018

Olá, que bom poder falar com você novamente. No texto de hoje trouxe um assunto que, para mim, é muito mais importante do que qualquer técnica que eu possa te passar sobre educação. Pode até ser a maior das habilidades que você pode/precisa desenvolver na vida ao se tornar mãe, pai ou estar envolvido de alguma outra forma na educação de uma criança.

 

O nome dessa habilidade é: AUTOCONHECIMENTO.

 

Sim, autoconhecimento, essa palavrinha que fica meio esquecida quando pensamos na educação de filhos, já que ela te coloca “em destaque”, no olho do furacão. Acredito que se você não pratica, desenvolve o autoconhecimento, as chances de qualquer ferramenta, estratégias, metodologia de educação não dar muito certo, são muitas. E eu vou explicar o porquê.

 

Como o nome já diz, Autoconhecimento é o conhecimento de sí mesma. Conhecer seus pontos fortes, habilidades, características e celebrá-las. Mas, autoconhecimento também é conhecer, e muito bem, seus pontos nem tão fortes assim, suas possíveis fraquezas. É poder aceitá-las e modificar o que pode ser modificado ou adaptado.

 

Tá, mas o que isso tem a ver com educação e filhos?

 

Na internet existe um vídeo chamado Children See, Children Do (a criança vê, a criança faz. Em uma tradução literal). É um vídeo extremamente forte. Resumidamente, o vídeo mostra adultos tendo comportamentos violentos, consigo e com os outros, e crianças (representando seus filhos), fazendo exatamente a mesma coisa, copiando as ações. Em determinado momento do vídeo uma pessoa tem um comportamento gentil e a “sua criança” também repete aquela ação.

 

Gosto desse vídeo, pois nele fica explícito um conceito da Psicologia Analítico Comportamental chamado “Modelação”, um princípio fundamental do comportamento humano. Esse princípio diz que nós aprendemos de acordo com o modelo que observamos no outro. Com as crianças a influência do comportamento do outro é ainda muito mais forte. Elas estão sempre em busca de referências de como agir e se comportar. Justamente por serem “novatas” nesse mundo e estarem aprendendo a como viver nele, as crianças observam, e muito, o comportamento dos outros, o tempo todo.

 

Agora, sabendo disso, pensa comigo: Se você é a referência para uma criança, se ela poderá “imitar” a forma como você se comporta, como será o comportamento dela? Que tipo de modelo você está sendo? Você grita ao pedir para ela parar de gritar? O seu quarto está organizado? Você usa o celular durante os momentos em família? Você fala palavrão?

 

Difícil né! Se você parar para se observar, fazer uma autoanálise, verá que às vezes a criança a sua volta não tem a “personalidade forte” ou é “teimosa”. Ela pode estar apenas fazendo o que aprendeu imitando o que os modelos dela fazem.

 

Agora, não estou aqui para culpabilizar você, mas quero chamar a sua atenção a essa “coisinha” que é muito importante se quisermos falar em educação, já que a modelação/imitação é um dos meios de aprendizagem.

 

O autoconhecimento relacionado a educação parte da lógica de: Se eu estou atenta ao como eu me comporto, o porquê, e consigo “controlar” isso, talvez consiga passar modelos mais positivos para meu filho. Se conhecer também te ajuda a buscar auxílio para trabalhar com alguma questão pessoal que possa surgir

 

Autoconhecimento O superpoder.

 

Se conhecer, entender como e porque você pensa, sente e faz o que faz é como se você ganhasse superpoderes.

 

O primeiro é poder controlar ou alterar algum comportamento incômodo, seu ou do outro, e até mesmo a própria situação que poderia causar algum incômodo. Você pode passar a entender de onde vem os seus pensamentos, as suas emoções e, consequentemente, as suas ações. Compreender o motivo de você estar agindo daquela forma, naquele momento, com aquela pessoa específica.

 

Agora, não se deixe cair na armadilha de usar o autoconhecimento como desculpas para ter comportamentos não tão legais, como “é assim e pronto”, pois “eu nasci assim e vou morrer assim”. O autoconhecimento de que estou falando é aquele que te leva a evoluir e a se melhorar.

 

Outro superpoder que você ganhar ao se conhecer é que você fica muito mais atenta ao modelo que está passando para a criança. Pode falar que você já deve ter visto o seu filho e pensado: “Meu deus, está igualzinho a mim!”. Além disso, você também passa a  compreender o porque talvez você vem tendo alguma dificuldade em mudar o seu comportamento com o seu filho ou aplicar algumas técnicas que exijam de você uma mudança no seu paradigma.

 

Superpoder número 3 é poder perceber quais são as SUAS expectativas em relação ao seu filho. Entender de onde essas expectativas estão surgindo e porque elas são importantes para você e, o mais importante, será que elas condizem com a realidade?

 

Quarto e último superpoder, mas não menos importante, é que entendendo sobre si, você pode evitar cair na repetição. Evitar repetir, com os seus filhos, comportamentos que foram incômodos, desagradáveis, ou até mesmo traumáticos, para você, no passado.

 

Como fazer?

 

Bibi, preciso fazer terapia para me conhecer? Não necessariamente. A terapia ou Psicoterapia são, para mim, as formas mais profundas de se chegar lá. Mas não se limita somente a isso. Que tal você começar o seu exercício de autoconhecimento descobrindo o que se encaixa para você? Se será uma terapia? Yoga? Meditação? Ler um livro X? Manter um diário? Conversar com seu parceiro(a)? Só você poderá saber, literalmente.

 

Meio caminho andando.

 

A busca pelo autoconhecimento, no início, pode ser desconfortável e espero que esse post tenha sido o desconforto inicial na sua busca por conhecer e melhorar a si. Saiba que só de você estar aqui, lendo esse texto e fazendo uma reflexão já indica que a capacidade de olhar para si e que a vontade de aprender existem. O que é meio caminho andando. Parabéns e obrigada por chegar até aqui comigo.

 

Peço desculpas se esse texto não foi sobre “filhos, seus comportamentos e soluções” diretamente falando. Mas, como disse no começo, se não olharmos para nós, se não aprendermos a controlar e “domar” os nossos próprios sentimentos antes, não terá Super Nanny que “resolva”.

 

Até a próxima.

 

Agora, escreve aqui nos comentários, qual dos 4 superpoderes você mais gostou?

 

 

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