Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

NECESSIDADES ESPECIAIS, QUAIS SÃO AS SUAS?

17 Jul 2019

No ambiente escolar estamos bastante acostumados com a expressão “Necessidades Especiais” para referir-se às necessidades dxs estudantes com alguma deficiência. Porém, se analisarmos bem, todxs nós temos necessidades especiais de aprendizagem. Em diferentes níveis e proporções, cada um de nós precisa de formas especiais para aprender coisas diferentes. Cada um tem um jeito de aprender, lança mão de um método específico ou múltiplas estratégias que auxiliam no processo de aprender algo novo.

 

Nossas necessidades especiais de aprendizagem não se referem apenas aos conteúdos escolares, mas dizem respeito ao modo como nos apropriamos de determinado saber, é o nosso caminho na construção de um novo conhecimento. Se todas as pessoas possuem necessidades especiais, ou seja, necessidades particulares, únicas, suas, isso não pode ser entendido de modo diferente quando nos referimos às crianças dentro e fora das escolas. Como professorxs, pedagogxs e outrxs profissionais da educação, compreender que as pessoas possuem necessidades múltiplas, nos ajuda a conceber no ambiente escolar uma realidade inclusiva.

 

Quando pensamos em escola inclusiva, muitas vezes cometemos o equívoco de achar que a inclusão é somente para alunxs com deficiência. Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica, a educação especial contempla pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/super dotação. Entretanto, a escola inclusiva não é apenas isso. Trata-se de uma escola que acolhe as diferenças. A Declaração da Salamanca, assinada em 1996, cuja construção se pauta na Declaração dos Direitos Humanos de 1948, aconselha que todas as escolas devem acomodar todas as crianças, independentemente de suas condições físicas, intelectuais, emocionais linguísticas ou outras. Devem incluir crianças deficientes e superdotadas, crianças de rua e crianças que trabalham, crianças de população nômade, crianças pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais, e crianças de grupos em desvantagem ou marginalizados. Ou seja, a escola inclusiva é aquela que compreende cada estudante como ser único, portanto com necessidades únicas.

 

Desse modo, em um ambiente com pessoas múltiplas em suas diferenças, não dá para pensar em formas únicas de ensinar e aprender, logo, pode-se dizer que as pessoas possuem necessidades especiais. Professorxs também têm necessidades especiais para vivenciar a docência. Nenhuma professora é igual a outra, nenhum professor é igual a outro. Assim como nenhum pai e mãe são iguais a outros. Quando aceitamos que somos pessoas diferentes com necessidades diferentes, aceitamos também resultados diferentes. Assim, paramos de nos comparar, de comparar nossxs filhxs, alunxs... e temos um caminho de possibilidades ampliadas.

 

Despeço-me com o desejo de que nos aceitemos com nossas necessidades especiais a fim de que possamos aprender a conviver com as necessidades dxs outrxs.

 

Forte abraço!

 

 

 

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