Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

ESSA BENÇÃO CHAMADA EMPATIA

14 Aug 2019

Você sabe diferenciar empatia de simpatia?

A empatia é tentarmos entender os outros, termos a capacidade de ver e compreender a realidade através dos olhos dos outros. Tem como objetivo conhecer e compreender. Já a simpatia tem como objetivo estar com o outro e agradar.

 

Muitas pessoas confundem a empatia com a simpatia.  Tentar agradar ou tratar bem não significa que estamos sensibilizados com a situação que o outro se encontra.

 

A empatia está muito além do que um simples sorriso, aperto de mão ou abraço, ela está no ato de se conectar ao sentimento da outra pessoa.

 

Quando auxiliamos as pessoas a manifestarem suas emoções fazendo com que o intelecto conecte fatos com emoções, há um alivio momentâneo. E às vezes, o que mais a pessoa precisa naquele momento é sentir que pode contar com alguém que esteja disposto a ouvir de forma genuína, sem julgamentos, sem criticas, sem tomar partido da situação. O desabafo pode ser libertador, e em alguns casos, até impedir o surgimento de doenças emocionais.

 

Uma técnica muito eficaz é desenvolver a escuta empática: devemos encontrar conexões existentes entre emoções e fatos/ideias expressadas pelo falante. No entanto, é possível que durante o processo da escuta, a fala alheia desperte em nos algumas emoções, e por esse motivo, tendemos a querer “resolver” aquilo que nos angustia. Fatalmente serão ativados mecanismos automáticos que farão com que comecemos a induzir, sugestionar ou educar o “falante”.

 

Mas para que estabeleça uma verdadeira conexão entre duas pessoas, é essencial que sejamos o mais sinceros e verdadeiros possível. Portanto, a minha reação corporal e meus sentimentos devem estar coerentes com o que eu falo.

 

Um método também eficaz é a confrontação positiva. No momento em que o falante manifesta sentimentos de desalento, frustração, arrependimento, e outros, necessitando de uma intervenção no sentido de mudar a forma de enxergar a situação atual como algo temporário em sua vida, o ouvinte evita frases de consolação que promovem um efeito insignificante, que possam alimentar sensações de vitimismo ou sentimento de compaixão por si mesmo.

 

Portanto, é a capacidade de comunicar à outra pessoa, certas contradições ou incoerências no comportamento, utilizando a comparação entre as atitudes manifestadas no momento presente com o passado, sabendo revelar habilidades e virtudes esquecidas, demonstrando para o outro as suas potencialidades de forma a resgatar a sua autoconfiança.

 

Concluindo, praticar a empatia deve ser um exercício constante. Para isso, nós precisamos nos esvaziar de todo preconceito, pré-julgamentos, conselhos, entender que cada um tem o seu limite, seus valores, sua forma de enxergar o mundo e se ver dentro dele.

 

Cada um vive a sua verdade e realidade. Não somos donos da verdade e nem conhecedores da razão. Estamos suscetíveis às falhas, perdas, dores, sofrimentos e fracassos. Nesse momento, é de grande valia alguém que exerça com maestria essa dádiva chamada empatia.

 

 

 

 

 

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