Blog Memorarces

Por Rubia Arce e Colunistas

ADOÇÃO

26 Aug 2019

 

Caros leitores

 

Uma conversa com uma cliente, semanas atrás, despertou em mim a vontade de escrever sobre a Adoção. Sempre vi a adoção como um grande ato de amor ao próximo, e tenho a certeza que aquele que se abre a esse ato dá e recebe muito amor.

 

No Brasil há muitas pessoas interessadas em adotar, e a quantidade destas pessoas é bem maior que o número de crianças inscritas para adoção, através do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). Não é estranha esta situação!? Se o número de pessoas interessadas em adotar é maior que o número de crianças/adolescentes aptos à adoção, por que os abrigos estão sempre cheios delas, à espera daquelas pessoas dispostas a acolher quem tanto aguarda por uma família?

 

O que justifica o grande número de crianças nos abrigos?

 

Há alguns fatores que justificam esta situação. A burocracia, a morosidade da justiça. Contudo, um dos maiores fatores que justifica o grande número de crianças nos abrigos é o perfil da criança que aquele interessado em adotar idealiza. Pesquisas mostram que a maioria dos adotantes buscam filhos pequenos, em regra, até no máximo 4 anos. A grande maioria das crianças/adolescentes aptas à adoção, que estão nos abrigos, apresentam entre 6 e 17 anos, representando mais de 60%.

 

O papel de pai/mãe é fundamental para o crescimento saudável do filho, e independente de como este filho vai chegar, é primordial que esta tomada de decisão seja muito avaliada, pois este filho precisará de amor, educação, dedicação, afeto, cuidado dos pais durante toda a vida.

 

No processo de adoção, embora a gestação não seja física, há o que podemos chamar de “gestação emocional”,  que é toda a preparação, as providências que deverão ser tomadas na Vara da Infância e Juventude. Até que o filho chegue em casa, um longo percurso haverá de ser percorrido. Os adotantes, com certeza, terão que lidar com a ansiedade, espera, documentos, etc. Tudo vai requerer muita dedicação e amor.

 

Para os interessados em adotar uma criança ou adolescente, a idade mínima do adotante é de 18 anos, independente do estado civil, lembrando que é preciso respeitar a diferença mínima de 16 anos entre aquele que deseja adotar e a criança a ser adotada.

 

O cônjuge pode adotar o filho da(o) companheira(o). Quanto à adoção por homoafetivos, a justiça não coloca obstáculos. A autorização fica a cargo do juiz responsável. No entanto, desde o reconhecimento do casamento civil entre casais do mesmo sexo, em 2013, o processo tem se tornado cada vez mais simples.

 

Assim como há os requisitos para que ocorra a adoção, há também as proibições, como: avós não podem adotar netos; irmãos não pode adotar irmão; tutores não podem adotar tutelados e as pessoas que não gozam plenamente de suas faculdades mentais não podem ser adotantes.

 

Para os interessados a dar amor àquelas crianças/adolescentes que estão nos abrigos, aptos à adoção, à espera de alguém que os encham de amor e cuidados, o primeiro passo é dirigir-se à Vara da Infância e da Juventude ou ao Fórum do município, levando um documento de identidade e comprovante de residência e pedir a lista de documentos exigidos e requerimentos a serem preenchidos para que seja iniciado o processo de adoção.

 

No meu entendimento, a adoção é um ato de amor incondicional e verdadeiro. Imagina o que é dar luz, esperança, carinho, família a uma criança/adolescente que estava à espera de todo esse cuidado. Com certeza, todos ganham muito com este ato, onde o amor é mais forte que o destino.

 

E você? Qual sua opinião sobre a adoção? Conhece de perto alguma história de adoção? Já pensou em adotar? Precisa esclarecer alguma dúvida sobre o processo de adoção?

 

Estou sempre às ordens...

 

 

 

 

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